Silent Hill – PlayStation 1 – Análise GameTeam Brasil

Silent Hill – Playsation 1

Você pode escolher em assistir ou a ler nossa análise do jogo =] Espero que goste!

Quando os consoles de 32 bits surgiram, permitiram uma nova forma de se produzir jogos, com produções mais realistas, com excelente sonoridade, enredos trabalhados e jogos com ambientações cada vez mais envolventes.

Essa geração também foi marcada pela qualidade de novos jogos de terror e horror survivor, jogos como Alone in The Dark, Parasite Evil, Dino Crisis e Resident Evil. Mas nenhum desses jogos possuíam uma ambientação de terror tão bem trabalhada como Silent Hill, com seu terror extremamente psicológico de deixar qualquer pessoa angustiada e com sensações de medo e aflição  o tempo todo.

Silent Hill foi lançado em 1999 para o Playstation da Sony e foi produzido pelo grupo dos melhores estúdios da Konami: Creative Labs, Climax Studios, Double Helix Games, Way Foward Technologies e também, nada mais nada menos que a Kojima Productions (mas sem envolvimento do Kojima), segundo a VGChartz, o game vendeu 1.60 milhões de cópias.

Após sua esposa falecer devido uma doença, Harry Mason parte em viagem com sua filha Cherry, até que em certo momento, um vulto de uma garota avança a frente do carro obrigando Harry a desviar evitando um atropelamento, fazendo com que caiam  em um desfiladeiro. Após despertar, Harry nota o desaparecimento de sua filha em um local totalmente tomado por uma neblina espessa. Saindo em busca de Cherry, Harry encontra uma silhueta idêntica a de sua filha que ao ser chamada por ele, foge para um beco. Harry corre para encontrá-la mas acaba deparando-se com um beco escuro e repleto de sangue e corpos mutilados, expostos como em um ritual satânico. De repente, o personagem se vê sobre ataque de criaturas estranhas o esfaqueando e o levando a morte.

Harry Mason desperta e tudo pelo que passou pareceu não ter passado de um pesadelo terrível, mas misteriosamente, ele acordou em uma cafeteria e foi abordado pela policial Cibyl Bennett, que o interroga para saber os motivos de estar na cidade. Após explicar o que aconteceu a policial também conta que acabou vindo a cidade após um chamado de emergência, só que após chegar, deparou-se com a névoa e com acontecimentos estranhos. Após a conversa, Cybil presenteia Harry com uma pistola para que se defenda e possa ir atrás de sua filha com o mínimo de segurança possível.

Após os acontecimentos, Harry descobre que a cidade está possuída pelas forças das trevas, devido a um culto religioso para o demônio Samael. O culto ficou tão intenso e enraizado na cidade, que ela foi tomada por esse ritual e acabou afundando em trevas.

Segundo o site Cinzas do Éden:

“Seguindo  as tradições cristãs cannicas, Samael era um arcanjo, por sinal o mais próximo de Deus, tendo-lhe, portanto, sido atribuído o nome de Lúcifer que significa “anjo de luz”. Segundo esta versão, Samael quis roubar o trono de Deus para se equiparar a ele. Reuniu um terço dos seus companheiros celestiais e então deu-se uma batalha que culminou na expulsão de Lúcifer e seus aliados do Céu.”

Com isso, sabemos Samael, nada mais é do que o próprio Lúcifer.

Descobre-se que toda essas trevas estão relacionadas com Alessa, que está  desenvolvendo o embrião de Samael em seu corpo. Para o demônio renascer, Alessa precisa sentir todo o ódio, medo e sentimentos negativos possíveis,  fazendo com que a vida de Alessa se torne um verdadeiro inferno. Ela foi torturada, física e psicologicamente e no ápice de seu sofrimento, foi queimada viva e fadada a sofrer todas essas agressões e a permanecer com vida. Elisa, uma enfermeira que teve a tarefa de tratar de Alessa, não entendia como ela poderia continuar viva, em um discurso em uma fita cassete, ela declara estar apavorada, pois em todas as vezes que trocava as ataduras de Alessa, seus ferimentos nunca cicatrizaram e ainda jorravam sangue, sem entender como aquela menina ainda sobrevivia.

O Mundo de Silent Hill é totalmente moldado ao ódio e pavor da mente de Alessa, tudo que se passa na cidade, acontece por culpa de seus sentimentos. Os animais que vemos no jogo, são representações de suas dores e seus medos personificados, como por exemplo o medo que tinha por cachorros e pelas enfermeiras que a assustava no hospital.

Silent Hill apesar de ser um jogo extremamente pesado, é uma obra de arte do segmento de jogos de terror e terror psicológico, que deu início a uma série de games que seguem a assinatura original.

Notas:

Jogabilidade: 7  – A jogabilidade do game é fácil, nenhuma surpresa para a época pois já era similar aos de Resident Evil, por exemplo. Em certos momentos, a movimentação da câmera pode ser um empecilho e causar alguns pequenos infartos, pois a visibilidade do que está acontecendo no ambiente fica limitada e a única coisa que você consegue sentir é medo…muito medo.

Diversão: 8,0 – Apesar de ser um jogo com uma temática mais pesada, Silent Hill é divertido, não no sentido feliz, mas no sentido de proporcionar prazer na exploração e nos sustos. Mas, mesmo você se borrando de medo, é interessante percorrer por toda a cidade e descobrir becos, casas e lojas fora do caminho principal e encontrar itens e documentos com mais informações sobre os acontecimentos em Silent Hill.

Desafio: 8,5 – Silent Hill não é um jogo difícil no geral, mas em determinados puzzles são necessárias algumas atenções e conhecimentos que podem fugir dos jogadores casuais. Por exemplo: o puzzle do Piano na sala de música da escola, para decifrar o puzzle há duas formas: a primeira, entendendo de música e a segunda, olhando no Google. Os demais seguem uma lógica mais fácil de ser interpretada, mas, com certo olhar de atenção. As mortes no game só acontecem por falta de atenção, há uma alta quantidade de itens de cura espalhados pelo jogo que duram tranquilamente até o final do games, fazer uma busca em todas as salas, ruas e corredores é uma boa dica para conseguir ficar preparado para zerar o jogo. A dificuldade mesmo é nas posições da câmera, que foram propositalmente planejadas para atrapalhar e aumentar a sensação de medo…imagina entrar em uma nova sala, tudo escuro, com o seu rádio fazendo um ruído absurdo e ainda os gemidos dos monstros na sala…é..

História: 9.0 – Vamos fazer uma analogia muito simples com filmes de terror, normalmente, filmes de terror tem o mesmo esquema de produção, as mesmas formas de assustar e causar medo nos espectadores.  O truque mais usado nesse tipo de conteúdo são os famosos Jump Scares, ou simplesmente, sustos com alguém pulando e berrando na sua cara. Silent Hill conseguiu fugir completamente dessa receita. O enredo do jogo consegue te abraçar e te envolver de uma forma que é possível sentir a emoção e a dor dos personagens. Personagens que são muito bem contados e apresentados aos seus jogadores, você cria algum tipo de afeição ou rejeição por eles. Toyama fez um trabalho absurdo em criar uma ambientação e casá-lo com o contexto do que acontece na cidade, com seus motivos e ideologias dos personagens.

Áudio: 9.0 – Akira Yamaoka, o Gênio por trás de toda a trilha sonora de Silent Hill. Como dito anteriormente, a ambientação do jogo é perfeita e, com certeza, a maior responsável para essa ambientação é a trilha sonora. Além de uma música tema simplesmente única, que ainda provoca arrepios sempre que toca, a trilha sonora de áreas específicas e temas próprios de alguns personagens, fazem com que esse jogo tenha uma das melhores trilhas sonoras para o Playstation 1, e até hoje, a melhor da série.

NOTA FINAL: 8,3

Ainda não acabou!

Em nosso canal já temos a gameplay completa de Silent Hill, assim você pode conferir integralmente todo o contexto do jogo, os episódios estão abaixo:

Rodrigo "HoRuKeI" Schreiner

Amante e entusiasta do mundo dos videogames. Responsável pelo conteúdo da GameTeam Brasil e FatorGeek