Resident Evil 7 – PS4 – GameTeam Ranking!

Como fãs da série Resident Evil, já sabemos que a cada jogo novo temos uma transformação. Aconteceu em Resident Evil 4, Resident Evil 6 e agora aconteceu novamente em Resident Evil 7. 

Sou retrogamer e ainda estou bem familiarizado com a fórmula original do título com câmera aérea e com cenários fixos e confesso que não fiquei muito surpreso com a mudança de jogabilidade em Resident Evil 4, pois apesar das diferenciações de controles, todo o restante estava lá (tirando os zumbis) e a tendência de novas tecnologias levariam a mudanças na série naturalmente.

Resident Evil 7 foi um choque para mim, por ser tratar de um título da série principal, eu esperava ver os personagens de sempre, com a imersão de sempre, com a ambientação de sempre e pelo menos com uma jogabilidade com alta qualidade de como sempre foi. Mas não foi o que chegou, e sim uma mudança muito grande em todos os aspectos da série  que lembrou outros títulos como Outlast e P.T (defunto Silent Hills). E falaremos abaixo os posicionamentos.

Após o desaparecimento de sua esposa, Ethan recebe um vídeo mostrando sua amada, Mia, desculpando-se pelo seu desaparecimento e pedindo para que ele não a procure, mas como todo personagem que nunca escuta o que falam, ele parte em busca do paradeiro de sua amada e acaba chegando em uma casa perdida, abandonada e totalmente suja, com um ar de morte por todo lado. Logo em seguida, Ethan descobre que não está sozinho e se depara com a família Baker e saberá de toda a verdade sobre Mia, em meio de acontecimentos paranormais, experimentos biológicos e mortes.

Avaliações:

História – 8,0

Esqueça dos Zumbis, Hunters, Lickers e todas aquelas armas biológicas que conhecemos, o perigo aqui é a própria família Baker. O game tem uma boa sustentação, mas inicialmente é um pouco cansativo por não se desenvolver bem. Faltou uma interação melhor, uma imersão, em cima de cada membro da família e principalmente com o Lucas, que tinha tudo para ser o inimigo mais marcante do game, com um ar de Coringa (Joker), poderia ter sido mais trabalhado durante o game. Em contexto, herói salva a mocinha funciona, mas como grande parte dos jogos da série, nem sempre o final é o feliz, vai depender de suas escolhas durante o decorrer da história que vai decidir o final, também não sou fã dessa forma de possibilidade, pois passa uma impressão de “sem importância” e descartáveis para os personagens. Não há muito fator surpresa, mesmo com o exagero de cenas de jump scare, todos são previsíveis. A ideia é muito boa, para um Outlast e não para Resident Evil.

Jogabilidade – 7,0

Eu entendo a intenção da Capcom em trazer uma imersão mais realista do jogo, de um personagem que não tem habilidade excepcional nenhuma, mas se tem uma coisa que eu preso em um game é a jogabilidade. Eu usei as configurações padrões do jogo e encontrei uma movimentação muito limitada, demora nas ações, reações limitadas após atirar, bater, correr e etc. Vou exagerar um pouco, mas a jogabilidade me lembrou um pouco de Wolfstein 3D. O formato FPS foi uma aposta ousada, e claro, comercial devido ao VR,  ele funciona muito bem para o jogo e para a ambientação, pois assim os sustos ficam mais realistas e realmente há momentos de apreensão por caminhar pelos locais escuros e com os sons do piso rangendo e até do vento, mas, o FPS não permitiu que o jogador  desenvolva um carisma com o personagem e acaba que não ligamos tanto para as mortes, mais uma vez, tornando-o descartável.

Desafio – 7,5

A princípio o jogo passa a sensação do game ter uma dificuldade mais elevada, mas é mais devido ao fator surpresa do que por dificuldade. De certa forma, o jogo ajuda e muito o jogador, principalmente nos momentos de confrontos com os inimigos pois todos tem um padrão de ataque, então, basta observar um pouco para saber as ações que precisam ser tomada. Os puzzles tem um padrão de dificuldade parecida com a série nos primeiros jogos.

Diversão – 8,5

Apesar de todas as comparações com as séries anteriores, Resident Evil 7 sendo avaliado individualmente é um jogo que prende a atenção depois que o game se desenvolve e para os fãs de jogos de terror, com certeza é diversão garantida. Os puzzles e o sentimento de estar sendo caçado praticamente o jogo ajudam bastante na jogatina e na diversão.

Áudio – 9,0

A ambientação sonora desse jogo é sensacional e usar um fone de ouvido durante o game é quase que uma obrigação. Cada tipo de piso faz um som diferente a cada passo, os objetos fazem sons próprios, o vento, a chuva, s trovões, as folhas, e praticamente todos os objetos do cenário trazem uma imersão inigualável. Há um momento no jogo em que a escuridão é mais profunda e começa algumas vozes de uma criança no ambiente, dá vontade de fechar o jogo e ligar as luzes da sala haha.

Nota Final: 8,0

Apesar das minhas criticas quanto ao jogo, Resident Evil 7 não é um game ruim, pelo contrário, ele entrega o que promete e com uma boa qualidade. Minhas críticas são em comparação com as séries anteriores, apesar da ambientação e puzzles lembrarem os primeiros games da série, ficou faltando um carisma com os personagens, o jogador não consegue criar uma identidade com eles. Não sei se até o final RE7 seria um game que segue a série original, eu aceitaria facilmente se fosse um novo Gun Survivor para explicar alguma parte determinante do enredo, mas vamos aguardar o DLC de “Not a Hero” para entender melhor a missão do jogo . Depois do jogo a pergunta será: quem é o Ethan perto do Chris, Leon, Clair, Jill, Rebecca? Ele terá um papel fundamental na história do game? Vamos esperar =]

 

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